Uma das minhas melhores amigas vai casar em breve. Daquelas que conhecemos desde os nossos 6 anos, com a qual crescemos e descobrimos muitas coisas. Da qual vi todos os namoros, desde os mas-ele-afinal-não-gosta-de-mim, até ao sabes?-há-um-colega-meu-da-faculdade-que-vai-comigo-todos-os-dias-no-autocarro-chama-se-Pedro-que-curioso-mora-mesmo-perto-de-mim. E já lá vão 7, ou 8 anos. Perdi ligeiramente a conta.
Estive com ela(es) hoje. E é uma manhã como a de hoje que bate mesmo de frente com o meu mais recente bloqueio em falar de amor. Choca com grande estrondo, faz estragos, rasga o vidro, mesmo sem o partir. Não sei se isso é bom. Mas mais uns quantos choques frontais, umas inundações, umas pedras atiradas ao vidro - não por mim - e talvez volte tudo ao normal.
Ou então talvez não volte. Pronto, a um normal diferente, ao que poderá ser considerado normal. Ao qual chamarei normal por não poder voltar a chamar de mais coisa nenhuma.

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