que aconteça o que eu quero, eu posso, eu mando.
Já nem falo em ter acesso aos (todos!) botões... mas a certa altura pergunto-me se a minha função é só meter no lixo, ou pegar no lixo e ir ao contentor. Sendo como sou, sei que iria atrás do carro do lixo, para ter a certeza que nada fica para trás caído no chão. A minha mente encarrega-se facilmente de imaginar que esse bocadinho no chão, por mais pequenino que seja, se iria amorfizar numa qualquer forma medonha e escura. Medo esse que me aparece sempre, mas sempre, nos piores dias, como que a acompanhar os meus mais secretos temores, tipo batatinhas assadas.
Não sei se algum dia vai desaparecer. Não me parece que venha a desaparecer. Tenho muitos espaços vazios que enquanto se preenchem e não preenchem vão sendo ocupados por essa ideia amorfa, que quanto mais o tempo passa, mais ela ganha forma, e há mesmo dias em que a consigo tratar por tu. É preciso pedir com jeitinho? Por favor, será que podia, se não fosse muito incómodo, peço imensa desculpa, mas?
Mas...
Mas?
Mas nada.
Será que é de facto verdade a ideia de que é preciso parar de respirar, decidir suster a respiração? Será que depois os soluços param? Ou só vai lá com o susto? Bú?
...
Oh.
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