Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

meios desejos

O que pensar no último dia do ano?

Não acho que seja "ano novo, vida nova". Os anos passam, mas a vida é sempre a mesma. Podemos querer que se torne uma vida nova, mas isso não é mais do que o nosso espírito como que a aproveitar uma mudança de calendário para ter a coragem de pensar em mais mudanças. Podemos mudar as coisas sempre que nos apeteça. Mas a lufada de ar fresco que significa acrescentar um algarismo à data pode até tornar-se numa corrente de ar, se o espírito desejar libertar-se a qualquer momento. E há coisas tão boas, tão boas que quero levar comigo para o próximo ano. A ti. Quero estar presente nas novas etapas da tua vida e que estejas na minha.

E há lufadas de ar fresco que gostava de ter. Abraçar a paixão (um dia escrevo sobre isto), ser seduzida por ela e ir para onde ela me manda. Manda-me para aqui, para ali... e manda-me para ti. Manda-me fazer coisas, que pense nelas, que obrigue o meu corpo a sair das cadeiras e ir sacudir a inércia para outro lado. Vou despedir-me deste ano da mesma maneira que vou cumprimentar o ano novo. Com a mão num chapéu branco e um piscar de olhos. E de saltos altos, evidentemente.

12 passas? Sempre. 12 desejos? Divido em 6 básicos e 6 variáveis. Os 6 básicos são fixos e são sempre pedidos. Quanto aos 6 variáveis, dou-me ao luxo de os ir formulando no desenrolar do ano.

Se tivesse lista de intenções para este novo ano, esta seria a altura ideal para os escrever. Talvez diga que gostava de perder alguns medos. Dessa forma outros sonhos seriam mais fáceis de alcançar. Tudo a seu tempo.

Sapatos do dia | iguais aos da imagem: pretos, e de salto bem alto. Não há maneira mais elegante de iniciar o ano. Não preciso de te desejar bom ano, Pofinho. Sabes que é incondicional o meu apoio para os teus sucessos :)

de J às 10:41
| Diz-me
Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

e depois fazem programa dos grandes portugueses e tal... já que não há mesmo mais nada para gabar...

Sei que é um cliché, mas tenho mesmo que dizer que não acho normal o que se anda a passar cá no nosso país. Orgulho de ser portuguesa? Onde?

Eu não o tenho e estou mesmo com vontade de tirar os meus pezinhos daqui para fora. Lá fora pode ser ainda pior, é certo. Mas aqui já não tenho muita esperança e ao menos noutro sítio pode ser que seja melhor. Eu até nem tenho muito para me queixar. Mas é a questão da esperança. Amoleceu.

(Eu gostava muito de ser mãe. Mas aqui não me dá vontade nenhuma. Ainda nascia na estrada... )

Sapatos do dia | ai os saldos...

de J às 15:12
| Diz-me
Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007

pintei as unhas de vermelho

O tempo passa, mas a caravana passa. Hmmm... o provérbio não era assim, pois não? Não faz mal. O tempo passa e a nossa vida também passa numa caravana. Podemos é estar dentro dela a acenar às pessoas da rua, ou estar no passeio a dizer adeus a quem lá vai dentro. Ou ainda, ir atrás do cortejo, nem sequer vendo o sol porque a caravana tapa. E por mais que caminhemos, vamos sempre na sombra.

Hoje lembrei-me dos regadorezinhos que eu e a minha irmã tinhamos na quinta do meu avô. Era excelente, vinham acompanhados de galochinhas a condizer e tudo. O meu avô dizia para ir regar as plantas. E eu cumpria religiosamente a minha tarefa. Para mim, as plantas eram verdes. Por isso, regava a eito tudo o que fosse verde. Ervas daninhas incluidas. Eram verdes, precisavam de água tanto como as outras.

Lembrei-me também do tempo em que a minha avó adorava comer as cabeças dos carapaus gigantes, com aqueles olhos arregalados que me metiam medo. E do tempo em que ela fazia regueifa doce na páscoa comigo e com a primalhada toda a (des)ajudar. Era a felicidade máxima andarmos com a massa até aos cotovelos e sentir com os dedos a farinha a misturar-se com os ovos, com o açúcar, com a mistura de vinho do porto e canela... Fazia cócegas e quanto mais quilos de farinha deitavam, mais nos pesava os braços. Até que a massa chegava ao meu ponto preferido: o ponto em que tinhamos de lhe bater com toda a força. E eu esmurrava a massa e libertava toda a minha energia que, caso contrário, iria servir para atazanar o juízo a alguém.

E lembrei-me de muito mais coisas. Não quero, porém, dizer com isto, que o mundo era mais colorido quando era pequena. Era, mas não era eu quem o pintava, já estava assim brilhante. Agora, sou eu que tenho que andar com os pincéis no bolso e atirar as tintas para o ar.

Sapatos do dia | sabrinas cinzentas com uma flor do lado exterior, do mesmo material. Uma tirinha em tweed amarelo e ficavam mesmo, mesmo a matar. Assim, todas cinzentas, ficam só bastante a matar.

de J às 00:23
| Diz-me

|mim

|procuras...?

 

|Fevereiro 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28

|o que me anda na cabeça

| mudança

| faz-me espécie...

| mais docinha

| Não é mau humor. É sem má...

| fadinho

| closet

| Não é. Foi.

| querido Pierce,

| irremediavelmente cativad...

| abananço

|últimos pensamentos

| Fevereiro 2010

| Janeiro 2010

| Dezembro 2009

| Novembro 2009

| Outubro 2009

| Setembro 2009

| Agosto 2009

| Julho 2009

| Junho 2009

| Maio 2009

| Abril 2009

| Março 2009

| Fevereiro 2009

| Janeiro 2009

| Dezembro 2008

| Novembro 2008

| Outubro 2008

| Setembro 2008

| Julho 2008

| Maio 2008

| Abril 2008

| Março 2008

| Fevereiro 2008

| Janeiro 2008

| Dezembro 2007

| Novembro 2007

| Outubro 2007

| Setembro 2007

| Agosto 2007

| Julho 2007

| Junho 2007

| Maio 2007

| Abril 2007

| Março 2007

blogs SAPO

|subscrever feeds