Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007

a pior coisa do mundo

é alguém estar a dar-me um raspanete dos valentes e (independentemente de ter ou não ter razão) eu sentir-me a corar, corar, corar, como uma cereja.

E não adiantar nada.

E eu sentir-me a explodir na minha cadeira.

Mas já falta pouco para eu sair e apanhar ar puro. E para que vejas o quão és importante para mim.

de J às 15:47
| Diz-me

"Why do I dance?.....Why do I breathe?"

Não sei. Mas tenho que libertar-me, tenho que ser livre. Esquecer tudo e todos e acertar os meus passos com a minha vontade. É fácil. É difícil. Não preciso de dizer nada nem ninguém de me ouvir. Há eco, há linhas traçadas no chão. Há arrastar de pés, em uníssono. Não há mais nada, quase. É tao libertador... que bom dançar.

Sapatos do dia | claro que hoje sapatos de dança. Com tacão, em cetim. Macios e confortáveis como uma sapatilha

de J às 10:55
| Diz-me
Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007

onde está o Inverno?

Por este andar, vai ser durante mais algum tempo uma pergunta retórica...

Sapatos do dia | botas é que não, não é?...

de J às 09:56
| Diz-me
Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007

no ar

Hoje sentia-me extremamente desconcentrada. Andava com os pés e a cabeça na lua, mas não é que pensasse em nada de especial. Simplesmente hoje os pensamentos não se conseguiam fixar na minha mente. Não sei se estavam com preguiça, ou hoje a minha cabeça teve necessidade de se limpar das coisas. A alma quis soltar-se. Sim... acho que foi isso.

Sapatos do dia | sapatos pretos rasos em bico. Óptimos para as caminhadas que tenho que fazer sem me tirar a velocidade dos passos, mas com aquele toque de senhorinha.

de J às 19:20
| Diz-me
Quinta-feira, 11 de Outubro de 2007

para a iana

Querida Iana,

Há já algum tempo que não falamos, e já ando com saudades disso. Porque o mundo sem coisas parvas não é igual! Não que tu sejas parva, tu sabes. Mas a verdade é que quando falo contigo há um não-sei-o-quê de parvoice que salta de nós para fora. E o pior é que encontra eco! Uma diz mata, a outra diz esfola. Mas que bela tristeza, ihihih. Ah, por falar em coisas maluquinhas, sabias que agora o meu gatinho tem um novo nome? Não o mudei, mas um dia ele estava a fazer asneiras (não são asneiras, são manifestações de falta de compreensão) e o meu pai um dia lembrou-se de o chamar "seu.... seu.... D. Fuas Roupinho!!" Não é giro? Agora tenho um gatinho lorde, com nome histórico do mais pomposo que há. Acho que qualquer dia casa com a tua Carlota Joaquina. Hiiiii.

Ontem tive a minha primeira aula do mestrado. Foi uma sensação de deja-vú do mais esquisito que há. A sério, foi dos dias mais confusos da minha vida. Estava cheia de vontade de começar. Trabalhei como o costume na minha secretária e quando chegou a horinha, levantei-me e saí. Para já, sair 2h mais cedo do que a minha rotina fez-me confusão. Aliás, continuo a não me dar bem com a rotina, mas quer eu queira quer não, ela existe e eu tenho que a cumprir. Vou ter o estatuto de trabalhadora-estudante, o que na prática me dá direito a estas horas. Mas nem imaginas o sentimento de culpada que tive em ir-me embora mais cedo. Acho que estou tão habituada a ser certinha que a ideia de sair mais cedo me pesava na consciência. Inspirei fundo e comecei a fazer um percurso de metro diferente, procurando familiarizar-me com os nomes, as pessoas e os locais que agora também vão ser meus. O sol estava a por-se, mas ainda naquela fase que te cega com tanta luz. Caminhei pelo passeio fora, até que faço a curva e entro na faculdade. Um mundo novo. Pessoas a rir, a escrever, sentadas no chão, deitadas nos bancos a comer bolachas, um gatinho-mascote (eu sabia que andava no sítio certo), uma lufada de ar fresco que já não estou habituada a ver no meu gabinete. Tento criar uma carapaça entre mim e as pessoas, senão envelheço mais cedo, aqui no trabalho. Por isso, foi uma verdadeira lufada de ar fresco e que bem que sabe!... A minha sala de aula parecia os laboratórios, cheia de computadores. Só que não eram Mac, mas Pcs pretos. No entanto, dei por mim a pensar: e se entra a Susana Jacques por aqui dentro? Que isto de ter uma sala cheia de computadores não é segura, ela pode entrar a qualquer momento... Mas não. Entrou um professor muito respeitável. Tão respeitável que me fez dar um nózinho na barriga. E se não sou capaz? E se estes todos são experts e eu uma patega? E se não tenho tempo? E se não consigo? Conseguirei levar isto adiante?

Eramos tantos que até ficaram pessoas em pé. Teremos que mudar de sala, na próxima aula. Falei umas palavras aqui e outras ali com várias pessoas. Apresentamo-nos em público. O que tínhamos feito, que especialidades, o que pretendiamos com este mestrado, em que trabalhávamos e que projectos queriamos desenvolver naquele seminário. Jornalistas com cargos jeitosos, produtores com trabalhos jeitosos, directores disto e daquilo, etc. Apeteceu-me gritar por socorro. Sentia-me tão pequenina... Será que ainda me lembro de como se fazem trabalhos? E agora que os trabalhos são mais a sério, será que me vou divertir a faze-los como era na faculdade? Ainda me lembrarei de como se escreve?

Ele começa depois a ditar o programa e mais algumas coisas dignas de nota. Ainda te lembras como sou esquisita com os cadernos, certamente. Tinha um muito giro, pequenino, mesmo bom para andar na carteira e depois tirar apontamentos. Sim, tem umas bonequinhas. Suave, mas.... com bonequinhas. Olho para o lado e toda a gente escrevia em cadernos pretos. E senti a tua falta para me dizeres "eia que caderno tão giro!! Olha para o meu, tem gatinhos, gostas? E se abrir aqui esta coisinha tem mais patinhas!" And so on. And so on. And so on.

Porque há coisas, há mundos.... que nunca hão-de mudar :)

Beijinhos*

de J às 13:49
| Diz-me | O que disseste (2)
Sábado, 6 de Outubro de 2007

férias

Que bom poder gozar a "pré-reforma". Qualquer dia o governo já nem isto me permite... Pude finalmente pôr o meu croché e o meu ponto de cruz em dia. Coitadinhos dos meus quadrinhos... a ganhar ferrugem no canto do armário. Como as minhas coisas pequeninas. Não se foram embora. Mas ganharam preguiça e enlearam-se nos novelos dos bordados. Daqui a alguns dias volto a desenrolar as meadas. Por enquanto, estão sossegados, a fazer de conta que gatinhos imaginários puxam por eles, porque eu ainda não. Mas que bem que sabe não andar a fazer nada de especial, apenas o que me passa pela cabeça, à velocidade que isso acontece.

Estou ansiosa por me reformar!

Sapatos do dia | meias anti-derrapantes! uau!

de J às 22:37
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