Sábado, 29 de Setembro de 2007

entranhas

Dói. Dói-me agora, depois de revelar sonhos tão profundos que me parecem novos, após tanto tempo cá dentro. São pequeninos. Passei demasiado tempo a amarfanhá-los com as mãozinhas e diminuiram de tamanho. Faz mal ler livros como aquele que me emprestaste. Faz pensar e procurar nas gavetas que achava que até já tinha deitado fora. De que serve deixar um pensamento soltar-se, se sei que vai contra uma parede? Mais valia continuar pequenino, cá dentro, para eu me lembrar dele às vezes e sonhar como tudo aconteceria num mundo perfeito. A arte só acontece na nossa imaginação. É demasiado pura para sobreviver neste merchandising de acontecimentos que se passam nos nossos teatros, salas de concerto, ar livre, galerias. Daí os meus acessos de raiva que às vezes me fazem odiar tudo o que se relaciona com a arte. Que me fazem querer fechar-me num qualquer mundo empresarial onde nunca e em nenhum momento se toque nessa palavra. Mas eu sei que quando encontrasse uma janela aberta ia pensar nela.

Sapatos do dia | tenho que tentar de novo usar as minhas sabrinas Melissa. Ferem-me o calcanhar, mas como são em plástico... talvez um golpezinho discreto resolva a situação.

de J às 12:18
| Diz-me
Sexta-feira, 28 de Setembro de 2007

imagem

É brutal a pressão que a imagem exerce nas pessoas. Mais do que nos homens, é nas mulheres que encontra eco, se desenvolve e se propaga, como erva daninha. A pressão para se ser magra... Mas têm ideia as pessoas da habilidade do photoshop nos outdoors cheios de boazonas que circulam para aí? Claro que há pessoas bonitas e bem feitas por natureza. Mas deverão ir as outras para o caixote do lixo? Sei lá, não terão direito à vida? Mais do que à vida, deveríamos ser poupadas aqueles comentáriozinhos do tipo "olha, esse pneuzinho já se vai notando..." ou "sabias que tens imensa celulite?".

E então?

Tenho que pedir autorização a alguém para ser como sou? Ou mais ainda. Porque é que eu não posso ser como sou e ainda por cima, gostar de o ser? Não sou balofa. Mas não sou magra. A celulite existe, mas não perco horas de sono por causa dela. É minha e eu sei conviver com ela. A minha barriguinha não é um azar. É minha e posso só sugerir que gosto que ela esteja como está?

Haja paciência com estes comentários...

Sapatos do dia | os meus sapatos novos. Só tenho olhos para eles: de salto alto, castanhos, em tweed e pele.

de J às 17:17
| Diz-me
Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

pofinha on fire

Sim, estou quente, quente, quente! Tenho a cadeira quente de tanta vontade de ir para casa. Ah pois, que este fim de semana vai ser merecidíssimo, estou mesmo cansada.

Era só para dizer isto. Não é nada de interessante.

Sapatos do dia | hmmmm... estou com saudades de usa os meus sapatos pretos e verdes, em tecido tweed. Levo-os hoje para sair. Queres vir comigo?

de J às 18:35
| Diz-me
Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

n-i-g-h-t

Quanto mais coisas tenho para fazer, melhor me sinto. Já tinha perguntado a mim mesma onde andaria a minha veia perfeccionista nos últimos tempos. Saber, sei, andava amolecida no banho de c-â-m-a-r-a-l-e-n-t-a que às vezes aqui me querem dar. Mas hoje é um novo dia. Às vezes quando o trabalho se prolonga pela noite dentro dá um novo alento, é sinal que realmente sei o que estou a fazer. Ontem disseram-me que cumpri muito bem o meu papel. E senti-me muito bem, mesmo muito bem.

Sapatos do dia | Ora bem. Não sabia que a Parfois tinha uma linha de sapatos! Mas até são bonitos... Decididamente, preciso de uns sapatos pretos. Do mais elegante que há, daqueles que me sinto uma verdadeira business women. Lol...

de J às 13:05
| Diz-me
Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

numa bolha de ar quente

Sinto-me desmotivada. O trabalho que tenho para fazer parece-me pesado e longo como se tivesse correias nos braços e nas pernas. Sinto-me confinada à minha secretária e à minha cadeira, tão baixinha, tão pequenina para que ninguém me veja. Mas não é isso que acontece. Sinto-me numa bolha de ar quente que nunca mais rebenta mas que é observada por toda a gente. Há dias em que isso não me incomoda. Mas há outros em que só me apetece gritar que sou mais do que uma pessoa invisível. Quero fazer. Quero mostrar. Mas quando há faltas de respeito, a coisa não começa a correr bem para o meu lado. Sinto-me verdadeiramente inútil porque nunca ninguém tem tempo para conversar comigo e para ouvir as minhas ideias. Ok. Já nem digo tanto. Mas pelo menos para me dar orientações! Será pedir muito? Ou é suposto eu, que tenho um chefe, fazer tudo conforme me apetece? Porque se faço, é porque fiz e não perguntei. Se não faço, é porque já devia estar feito e eu devia ter autonomia suficiente para já ter feito. Enfim. Haja paciência, e hoje é desses dias. Ou qualquer diz começo mesmo a acreditar que sou inútil...

Sapatos do dia | que me adianta ter sapatos bonitos se não me deixam caminhar? Odeio que me sufoquem...

de J às 12:39
| Diz-me
Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

problemática da flor

Queria agradecer a todos os que me enviaram uma flor ontem. A sério. Não sabia que seriam tantos. As mais variadas pessoas e muitas foram mesmo uma surpresa. Fiquei mesmo contente e com o dia mais alegrado, que era isso o que estava a precisar.

E a ti, sobretudo a ti.

Sapatos do dia | felizmente tenho um pézinho de princesa. Caibo em tudo o que me apetecer. Gostava era mesmo de ver a nova colecção, que isto dos saldos.... não dá.

de J às 16:23
| Diz-me
Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

hoje podia receber uma flor

Ele há dias e disposições para tudo. Se calhar hoje estou um bocadinho sensível.

Sapatos do dia | com vontade de dar uso às minhas sapatilhas de fazer ginástica...

de J às 15:15
| Diz-me | O que disseste (1)
Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007

light

A conversar é que realmente nos entendemos. E agora estamos mais leves, leves, leves... Não vale a pena pormos correias no nosso coração. Só servem para ser empecilhinhos. Um dia, quem sabe, quem sabe. A diferença é que não nos preocupamos tanto com isso agora. Sinto-me bem. E tu?

Sapatos do dia | as tuas sapatilhas de núvem. Para caminhares cada vez melhor.

de J às 13:04
| Diz-me
Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007

eu sou um dia de semana. tu não. toma, toma.

"Despacha-te, estás aí que pareces uma quarta-feira!" "Ai! Mas que quarta-feira que me saíste..."

Ouvi isto muitas vezes em miúda, mas agora lembrei-me disto de repente e deu-me verdadeiramente vontade de rir. A minha avó tinha o hábito de me chamar, carinhosamente, "quarta-feira", quando eu lhe empecilhava alguma coisa que ela tinha para fazer. Geralmente, era quase sempre. Quando brincava achava que ela tinha que participar em todas as actividades que eu queria. Como fazer corridas de bicicleta com garrafas de água. Ou inventar Jogos Sem Fronteiras. Ou jogar às caçadinhas. Ou ao camaleão (a minha avó perdia sempre.... porque eu dizia "cor de burro quando foge!!!!!!!" e ela ficava a olhar para mim a achar que eu era maluquinha, e de facto deveria ser um bocadito. Correcção. Ás tantas ainda sou. Ligeiramente. Um bocadinho. Mas o que é certo é que a apanhava sempre.) Acho que chamar-me empecilhinho devia dar mais trabalho. Deu-me vontade de rir e até saudades de ser "quarta-feira". Coitado deste dia, que no fundo, está no meio da semana. Não ata, nem desata. É mesmo uma quarta-feira.

Sapatos do dia | e não é que choveu? As botas estavam arrumadas ao lado da roupa de inverno. Foi mesmo o tempo de tirar umas sapatilhas à sorte para não me molhar...

Não gosto dos botins desta colecção. Mas não gosto mesmo, nem com chocolate quente por cima.

de J às 14:19
| Diz-me
Segunda-feira, 3 de Setembro de 2007

voar sem paraquedas e aterrar numa caminha sem monstros

Voltei de férias. Foram repousantes e durante elas senti-me leve, muito leve. Subi às nuvens mas hoje o meu avião despenhou-se e aterrei sã e salva na cadeira do meu gabinete. Foi estranho voltar. Caminhar sem pressa e percorrer caminhos que os meus pés ja não sabiam de cor. Acordar bem disposta e com o coração tranquilo.

Tinha um bocadinho de medo de voltar. Não sabia como ia ser, o que estaria igual, o que estaria diferente. Medo. Medo pequenino mas que mesmo assim me tentou travar de entrar no gabinete com um sorriso. Porque não haveria de sorrir? Porque não haveria de marcar com os meus saltos altos a pulsação de mais um ano, mais novidades, mais surpresas? Seria a expectativa da novidade que me assustou?

Como é que se retiram os medos? Os mais perigosos, os pequeninos medos que me  acompanham desde sempre e que conversam tanto com a minha vozinha interior que a convencem que eu tenho medo? São medos irracionais, mas que se mos tiram, deixo de ser eu. Um exemplo? Em pequenina achava que debaixo da minha cama havia algo de estranho e perigoso. Tinha medo, mas era só de noite, porque durante o dia todos os meus bonecos estavam a dormir, daí que os possíveis seres maus também estavam. Quando ia dormir, entrava no quarto a correr e saltava para cima da cama com um pincho. Assim, os seres mauzinhos não me podiam morder os pés. Sentada em cima da cama, vestia o pijama e atirava a roupa toda para debaixo da cama, para que eles a mordessem em vez de mim. Já não tenho medo, mas ainda corro habitualmente para cima da cama, sem dar conta disso.

Há outros medos que tenho. Espero que lentamente me dê conta que são ridículos como os monstrinhos maus debaixo da cama e me desfaça deles, para que só fique o hábito de correr por entre as coisas.

Sapatos do dia | de saltos altos. Hoje tinha absolutamente de usar saltos altos. Faz-me sentir mais confiante. Assim como assim, agora chegou a nova colecção. E que bom seria usar Prada.

de J às 18:28
| Diz-me
Sábado, 1 de Setembro de 2007

quiçá

São inexplicáveis as leis da atracção. Pior ainda, são irresistíveis. Porque será que aquele único homem numa sala cheia de gente me parece sempre irresistível, quando não é o mais bonito? Será o perfume? Será a intensidade de alguma coisa? Será a altura? Será o sorriso? Será a profundidade do olhar? Sim... Aquele olhar capaz de despir um casaco de peles.

Não sinto nada por ele. Absolutamente nada. Mas sinto-me irresistível e única durante uns segundos e isso é fabuloso. Depois, essa bolinha de sabão rebenta e a realidade volta a ser a mesma de sempre. Com a diferença que é muito mais confortável.

Sapatos do dia | Hoje não são de princesa. Esses estão guardados numa caixa feita de seda. Afinal, vi melhor. São miniaturas de sapatinhos de princesa, porque nunca os calçarei. Deixa estar os mini sapatinhos na caixinha. São só meus, para tirar e sonhar que os calço, quando me apetecer. Por isso, uns Jimmy Choo pretos. Tão elegantes, tão clássicos, que me fazem sentir que governo o mundo... o meu.

de J às 02:32
| Diz-me

|mim

|procuras...?

 

|Fevereiro 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28

|o que me anda na cabeça

| mudança

| faz-me espécie...

| mais docinha

| Não é mau humor. É sem má...

| fadinho

| closet

| Não é. Foi.

| querido Pierce,

| irremediavelmente cativad...

| abananço

|últimos pensamentos

| Fevereiro 2010

| Janeiro 2010

| Dezembro 2009

| Novembro 2009

| Outubro 2009

| Setembro 2009

| Agosto 2009

| Julho 2009

| Junho 2009

| Maio 2009

| Abril 2009

| Março 2009

| Fevereiro 2009

| Janeiro 2009

| Dezembro 2008

| Novembro 2008

| Outubro 2008

| Setembro 2008

| Julho 2008

| Maio 2008

| Abril 2008

| Março 2008

| Fevereiro 2008

| Janeiro 2008

| Dezembro 2007

| Novembro 2007

| Outubro 2007

| Setembro 2007

| Agosto 2007

| Julho 2007

| Junho 2007

| Maio 2007

| Abril 2007

| Março 2007

blogs SAPO

|subscrever feeds