Sábado, 25 de Agosto de 2007

ja passou

Sonhei com um baile.

Tu tinhas vestido o teu fato pela primeira vez e assenta-te como uma luva. Ficas mesmo charmoso e atraente. Com o teu perfume, fazias-me suspirar. Eu estava indecisa. Ou o vestido azul, ou o vestido vermelho. Qual perferes? Vou escolher por ti, se nao te importas. Escolho o vermelho. É mais leve, fluido, enigmático e dá-me um toque até sensual. Depois de um banho relaxante, ponho creme de jasmim no corpo, aquele que deixa a casa de banho a cheirar a mim, lembras-te? Ponho o vestido, calço os meus sapatinhos de princesa também vermelhos e ponho umas pérolas, sempre elegantes nestas ocasioes.

Vens-me buscar e dizes ao ouvido que estou linda. Sorrio e estou ansiosa que me leves a dançar mais tarde.

Que pena nao existirem contos de fadas.

Sapatos do dia | há muito que so havaianas e areia.

de J às 15:58
| Diz-me
Quarta-feira, 22 de Agosto de 2007

6 minutos e 54 segundos

para dizer que estou aqui. As saudades sao terriveis... O sol ja espreita da tempestade e dentro em breve estarei no mar. Tenho saudades tuas, ponto.

Queria ser peixe para ir ter contigo pelo mar.

Sapatos do dia | sandálias cor de rosa. Só me falta comprar as fitas da mesma cor para ficar com elas como quero.

 

de J às 11:11
| Diz-me
Domingo, 19 de Agosto de 2007

ainda é proibido... mas...

tenho saudades tuas.

No meio das meias e das camisolas, dos fechos que não fecham e das coisas que não encontro, tu és o meu bem mais precioso. Não vens comigo porque não caberias na mala, mas acredita que é mesmo só por causa disso. Tenho que ter cuidado. Muitos olhares indiscretos pairam sobre mim e não quero que ninguém antes de ti leia este miminho ainda não bronzeado. Espera-se chuva e trovoada para os primeiros dias. Eu vejo saudades para toda a quinzena. Saudades boas. Que me deixam a sorrir sempre que penso em ti, embora agora, agora, ainda me apertem um bocadinho o coração. Vou querer ver essa covinha na cara. Vou querer aninhar exactamente nesse sítio. Sim, nesse. Vou querer um narizinho contra outro narizinho, na luta mais doce do mundo. Vou querer comer gelados! Mas guardo-os todos para comer contigo, para te ver a ficar com bigodes de gelado de nata.

Vou a pensar em ti e no teu futuro, que se adivinha risonho e que torço para que assim se mantenha. Gosto tanto quando me dás a mão e me dizes o que sentes em sítios improváveis... Qual por-do-sol. Qual jardim. Qual horizonte infinito. Embora o miradouro tenha sido o princípio de muitos, muitos mimos.

Lembras-te?

Até já.

Sapatos do dia | sapatos de viagem... dos que já fazem parte de mim.

de J às 00:38
| Diz-me
Sábado, 11 de Agosto de 2007

Five hundred twenty-five thousand Six hundred minutes How do you measure, measure a year?

... pelas brincadeiras, pelos bilhetinhos, pelas mensagens, pelos gestos, pelas palavras sussurradas ao ouvido no elevador, pelos gritinhos, pelas flores, pelo pézinho, pelos momentos menos bons, pelos textos, pelos bolos e cozinhados, pelos tchucas, pelas conversas, pelos bocadinhos de viagens feitos juntinhos no metro, pelos gelados comidos fora de horas, pela roupa a lavar na máquina, pelos pingos da banheira, pelo cabelo espetado, pela lente dos teus óculos que cai ao chão, pelo abrir e fechar das persianas amarelas, pelas idas ao supermercado, pelas vezes em que me perco, pelos desenhos que me fazes, pelas vezes que sorrio a pensar em ti, pelas vezes que a minha chefe me dá cabo da cabeça, pelas músicas que cantamos, por me mexeres no biguinho sem autorização, por veres com os binoculos, pelos pontapés quando tenho calor, pelas conversas de fadinhas, pelos meus sonhos...

É assim que meço o tempo.

Sapatos do dia | tenho todo o tempo do mundo para que calces o sapatinho de cristal no meu pé.

 

 

de J às 01:14
| Diz-me
Quarta-feira, 8 de Agosto de 2007

aventuras na conduta do lixo II

O meu nome é Simba. Não sei porquê, mas a minha dona trata-me como um rei. Faz tudo o que eu quero, adormece-me, faz-me festinhas, atira-me os meus brinquedos, leva-me a passear ao jardim, pega-me ao colo quando mio, despenteia-me para eu ficar com juba de Simba. Sou o Rei da Selva.

O Rei da Selva sonhou com a Chefe. Um sonho mesmo esquesito, mas onde nem por isso o mau feitio deixou de estar presente. Tinha a mesma secretária no mesmo gabinete. Mas não sei porquê, estava rodeada de impressoras. Saía papel, papel e mais papel de todo o lado. E eu, que ainda não tinha a barriguinha cheia, obriguei a minha dona a comprar carapitas de bebé. Ela foi e eu fiquei com a minha chefe. Era má e obrigou-me a ter uma reunião num mosteiro daqueles em que alguém nos devia querer fazer mal. Ou então seria o Harry Potter, porque no fundo como ainda não vi os Simpsons, há donuts por todo o lado. Meti as mãos nos bolsos. Era magra? Não sei, mas não me parecia eu. Até que depois tudo se transformou numa gigantesca espécie de missa estranha, que tanto tinha de moderno como de decorações barrocas todas douradas que me metiam medo quando era pequenina. E eu caí na conduta do lixo. Não, não caí. Eu fui de livre vontade, porque achei que era mais prático descer a montanha russa de conduta do que de elevador. Não chego ao botão... Abriram-me a portinha, eu saltei com os meus saltinhos à coelho e.... weeeeeee!!!!

Aterrei numa casca de banana. Não faz mal. É o meu skate, a minha prancha de snowboard que isto aqui na selva é muito chique. Rodopiei, voei e fui aterrar num maravilhoso monte... Esperavam-me a Maria e a Viviane, onde, qual Pipoca e Super Pofa, preparavam uma grande conspiração: a conspiração contra as congéneres congeladas (e uma delas a fazer barulhos esquisitos)!!! E eu, o Rei da Selva, ataquei-as. Roahroahoroahroaaaahhhhhh!!! Elas ficaram cheias de medo e eu também. Era um rugido muito forte. E fui-me encostar ao teu pescoço, aninhar. Aninhar no sítio que tu sabes que eu gosto de me encostar. Aquele em que se sente o teu coração, o teu perfume e beijinhos suaves na testa como bónus.

Saudades*

Sapatos do dia | eu sou o rei da selva, o Simba, posso ter os sapatos todos que eu quiser, ouviste? Sapatinhos de carapitas.

de J às 13:42
| Diz-me
Terça-feira, 7 de Agosto de 2007

Sem Nome

Olá.

Desculpem intrometer-me, mas eu ainda não percebo isto das novas tecnologias. A minha dona é que me disse onde é que eu tinha que meter as patinhas para começarem a funcionar coisas e eu assim estou a fazer. Passo a explicar. Sou um gatinho amarelo que a minha dona resolveu adoptar hoje. Ainda não tenho nome, porque ao que parece ela ainda não se decidiu. Tenho um mês e meio, sou muito pequenino, tão pequenino que caio quando me tento lamber e corro aos saltinhos como um coelho. Estou feliz na minha nova casinha, embora no início não tenha achado piada nenhuma a ter sido separado dos meus irmãozinhos. A minha dona meteu-me numa caixinha e levou-me a um senhor chamado veterinário. Não gostei dele e arranhei-o, para ele aprender! Agora vou andar por aí, a brincar atrás da minha dona até que la me dê uma calcadela, feliz, aos saltinhos como um coelho.

Obrigada à minha dona.

PS: quando tiver um nome, assino.

Sapatos do dia | não tenho sapatos, só almofadinhas.

de J às 21:49
| Diz-me
Segunda-feira, 6 de Agosto de 2007

o senhor dos óculos

Os meus óculos de sol morreram. Triste, mas foi mesmo assim. Descansavam na sua caixinha, qual palácio reservado onde se abasteciam do mais escuro dos poderes para mais tarde, quase sempre à hora de almoço, sairem para a luz do dia, combatendo-a encavalitados no meu nariz. Há poucos dias, quando me preparava para os colocar no sítio do costume, verifiquei, não sem dor, que estavam partidos. Uma das hastes estava despedaçada, provavelmente fruto de um desgosto amoroso com o paninho que a envolvia dentro da caixa. Irremediavelmente inutilizados, e que descansem em paz. Foram meus companheiros durante uns bons anos. Mas hoje decidi que estava na altura de encontrar uns novos companheiros para aqueles olhares indiscretos que eu gosto de dar. Para olhar e não olhar. Para decidir o que quero ver e para que ninguém saiba o que isso é. Para deixar adivinhar a cor dos meus olhos.

Assim, já que estou no Porto (finalmente em férias, sei lá!), resolvi ir ao meu oculista de todo o sempre. É incrível como aquele homem ainda tem a capacidade de me surpreender. Paleio, paleio, lábia e mais lábia. Com uns pomposos óculos verde-alface, vermelhos e com lentes azuis "não diga a ninguém, mas este modelo só vai sair em 2009, eu é que estive no Japão e trouxe-os de lá", esteve uma boa meia hora a enfiar-me óculos na cara. Há sempre uma pergunta que coloco nestas alturas: porque é que os oculistas têm sempre a mania de querer ser eles a enfiar os óculos? Sinto que fico ali, especada, com a cara para a frente, um olho meio torcido com medo que me espetem a haste dentro da orelha até os oculistas cumprirem a sua função. Intimamente, devem pensar: e fez-se luz, não fez? Eu dei-te essa luz. Eu tenho o poder da luz e da visão. Eu sou muito bom. Mas mesmo muito bom. Se não for eu a enfiar-te os óculos na cara e a indicar-te o espelhinho, nunca na vida vais ser alguém. Nunca vais ser administrador de uma coisa importante. Porque não vês o caminho e vais contra postes. Ah não gostas desse modelo? Então pega este que é igualzinho da Amália "não diga nada outra vez a ninguém, mas este trouxe-os do Japão na altura da Amália". Pois.... pois..... pois............ Sabem uma coisa? Ele contou-me um segredo... Não, não é que esteve no Japão, isso eu já sabia porque sempre que lá vou ele diz-me isso. É que pertence a uma religião que não o deixa mentir. Por isso é que aquele óculo é uma categoria. E não, nunca me venderá um produto mau e mais ainda! esse modelo é de 2008! porque a religião não o deixa mentir. E ele quando mente, chega a casa e chora. E isto, dito por um senhor de bata branca, com óculos de nave espacial e carequinha, definitivamente fez-me pensar que os 180€ que dei pelos óculos novos são quase tão bem dados como se tivesse assistido a uma conferência de marketing. É incrível o poder que ele tem sobre as velhinhas que lá estavam. Incrível, compraram tudo o que ele quis vender. Pena é que não sou velhinha. E por isso lá ficaram os óculos da Amália, vindos do Japão...

Sapatos do dia | Ora bem, tenho-me desleixado em seguir as tendências. Vai daí, de novo o clássico sapatinho preto, com tacão a "triangular", abertura na frente e porque não um pequeno nó com as tiras largas. Fechado atrás, para ser mais clássico. Por acaso precisava de uns assim tipo Marylin Monroe. Mas em veludo, já a pensar no fantástico evento de Setembro.

de J às 22:14
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|mim

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