Sexta-feira, 30 de Março de 2007

suar

A aeróbica é uma dança à prova de palermas. Digo isto porque sim, pratico uma coisa chamada AeroFit que, sendo uma mistura da dita cuja aeróbica com fitness, pesos e sei lá mais o quê, me explica muita coisa. É pura e simplesmente à prova de parvos. Foi uma tremenda desilusão a primeira aula. Um dois três, dá um passinho. Quatro Cinco Seis, levanta a perninha. Sete, roda. Oito, virou e faz o mesmo. E pronto. Onde está a dificuldade? Não tem. Mas... mas...? Não tem. E agora? O que vou fazer em relação a isto? Nada. Vou continuar a praticar. A diferença é que me sinto concientemente parva enquanto ando aos pinotes.

Tenho muitas saudades de dançar. Isso sim. Tango. Algo que se dança e que puxe verdadeiramente por mim. Senão qual é o sentido? O corpo pode sentir-se cansado, mas se a alma continua apática, qual é o interesse em suar? Alguém? Alguém para dançar um tango comigo?

Sapatos do dia | sapatos de salto alto pretos, os meus, do tango

de J às 19:05
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tenho muito, muito sono

Mandasse eu nisto tudo e seria proibido trabalhar depois do almoço. Sono. O sono, daquele sono que entaramela os meus pensamentos e não me deixa pensar em nada menos fofo que almofadas. A barriga pesada entorpece-me as pernas e as pestanas teimam em ir ter uma com a outra. Uma vozinha num canto recôndito do meu cérebro pensa em destruir caminhas e enfiar-me lá dentro. Olho para os papéis que tenho amontoados em cima da secretária e soa-me tudo a papéis das finanças, daqueles que até de olhar dá sono. Mandasse eu nisto tudo e o mundo era muito mais... pofinho.

Sabes o que quer dizer pofinho? :)

 

Sapatos do dia | uns Marc Jacobs de ganga debruados com uma fita verde clara, com tacão largo e biqueira redondinha, como eu, e como eu gosto.

de J às 16:11
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Quinta-feira, 29 de Março de 2007

aventuras da conduta do lixo - Parte I

Era uma vez um cogumelo que saltou da lata. Olhou para a tábua e faca de cozinha e pensou "hmmm ainda não é sábado, por isso o Travolta ainda não dançou". Enfiou-se dentro de uma meia anti-derrapante e atirou-se pela conduta do lixo do 68º andar onde vivia. Foi um logo percurso, e se a meia não fosse anti-derrapante, tinha derrapado. Mas como não derrapou, lembrou-se da novela da sic e decidiu vingar-se. Apelando ao seu amiguinho imaginário Cister&Cluny, gritou que a senhora das flores ainda não tinha chegado, mas que os copos podiam já entrar pela entrada de trás. Vestiu a capinha à super-herói daquelas que esvoaça e foi comprar tinta para o cabelo, não era o 60, mas o 63, um louro mais clarinho. E lá foi à drogaria, pensando no seu plano maquiavélico de vingança. Estava esgotado, por isso a máquina de franquiar não podia trabalhar, fazia muito barulho e as Bestas paravam de dançar. "Enfim. Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar. Que é como quem diz, mais vale não dar as coisas ao Sr. Frederico, ele ainda as perde...".

O do vídeo teve dores nas costas, por isso pediu ajuda ao cogumelo para transportar o material. Teve que interromper o seu plano maquiavelico de vingança. Houve um furo. Como o cogumelo tinha que fazer a entrada do material antes do filme, com este furo já não podia ser por aquela entrada. E se fosse pelo elevador? Boa! Faziam tlin tlin tlin uns nos outros e já pode ser. Mas espera. Não há bilhetes, pensou. E além disso o da Bilheteira está bem disposto! É de aproveitar. Vá. Dói-me o artelho e a outra foi para casa. É melhor pisgar-me antes que a Men não faça os mapas.

Não há o 60 nem o 63, está esgotado. Vais ter que ficar com o cabelo louro. O cogumelo saiu da drogaria e foi à procura do actor fetiche do outro. Encontrou-o? Não. Mas também não quis saber, era perseguido pelo Sr. Frederico que murmurava a cantilena "menina Joaaaaanaaaa, óoohhhh menina joaaaanaaaa, oohhh oohhh". Raio do velho, parece que só tenho tendência para isto.

Enfim. Logo vem a Catarina Furtado...

Sapatos do dia | sabrinas em tecido tweed castanho. Que por sinal estão há demasiado tempo num certo teatro...

de J às 15:54
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Quarta-feira, 28 de Março de 2007

I can't get no...

Hoje acordei com I CAN'T GET NOOOO.... SATISFACTION!! na cabeça.

Será que sonhei? Será que sonhei que estava a dar a volta ao mundo em sapateado? Ou a dançar qualquer tipo de dança?

Só sei que em vez do tradicional hmmmm...mnhamm... mnhaamammm..hmmmm enquanto me convenço que o despertador no fundo, no fundo, é meu amigo, comecei a abanar a cabeça e a mastigar hmmm... 'Cause I try... hmmnhammm and I try... and I try... and I try ... I CAN'T GET NOOO... I CAN'T GET NOOO... (aos pinchos).

Terei enlouquecido? Serei uma pessoa normal? Será que isto acontece às outras pessoas? Uhuhuhhh.

Sapatos do dia | sapatilhas castanhas de camurça da Puma

de J às 15:27
| Diz-me | O que disseste (1)
Terça-feira, 27 de Março de 2007

desabafo

Acho que vou ter que usar aparelho... Mas se me doem os dentes, ao menos que seja para os por no sítio...

*I think I need a hug... :S

Sapatos do dia | sandálias Prada prateadas, com uma tira à frente e outra no calcanhar, simples

de J às 15:42
| Diz-me
Segunda-feira, 26 de Março de 2007

o fim de semana

Gostei mesmo muito do meu fim de semana. É como chegar a um hotel onde todos me conhecem e sabem exactamente o que me apetece e quando me apetece. E além disso, encontro sempre uma hóspede pequenina e gorduchinha, com bigodes, pêlo e grandes olhos verdes que me perguntam "Porque é que demoraste tanto tempo? Agora para castigo tens que me fazer as vontades todas". E eu cedo logo, esqueço tudo e todos (menos a ti, essa é uma hipótese que... sei lá... não se coloca) e sinto-me bem. Entre as minhas comidas preferidas, os miminhos das minhas avós e a perseguição da Ervilha e da minha irmã, houve finalmente tempo para um regresso ao passado. Misturado com 4 golos e um crepe 18 com uma bola de framboesa afogada em chocolate quente mas sem chantilly, matei saudades de... sei lá. Dos gatinhos da Ana (como seria de esperar). Da Ana (da maneira como ela fala e explica as coisas. Espero que faça muitos doutoramentos, que escreva muitos livros e que ensine os novos alunos com coisas que valem verdadeiramente a pena aprender). Do piercing do Rogério (eia, pois é, ele tem um piercing, penso sempre isto quando o vejo e volto-me a esquecer quando não o vejo!). Do João (porque o João será sempre o João. Cabelo novo á beto com um gesto muito ga...y... de o pentear, celophane e natal deviam ser as coisas mais importantes na vida de todas as pessoas, e misturas insondáveis com comidas que só ele). Da Mafalda (atrasada umas hmm... 2 horas. Ou mais ou menos. Já faz parte do ritmo biologico, é assim para o atrasado). Do Rain (com o cabelo mais curto que alguma vez lhe vi e com piadas que verdadeiramente me fazem rir). Da Deusdado (a querer prémios para o Paraíso Fiscal e muito orgulhosa em ser professora). E já agora, do namorado dela (Tiago, não é?, que não é por mal, mas já não me lembrava muito bem dele. Afinal, a Joana dele é outra...).

E acrescido a estas pessoas que as revi fisicamente, uma panóplia de outras foram lembradas, relembradas, gozadas até à morte, sei lá. Os bons velhos tempos dos anormaizinhos. E que bom é ser anormal :)

Sapatos do dia | uns Jimmy Choos redondos pretos, abertos no calcanhar e com uma fivela dourada à frente

de J às 11:12
| Diz-me
Quinta-feira, 22 de Março de 2007

a minha gaguez

A minha gaguez entristece-me. A cabeça pensa, a boca não consegue dizer. Não consegue. E já sei de antemão onde vou gaguejar. Em que palavras. Em que sílabas. E não o consigo evitar. Não se consegue. É algo que ninguém consegue compreender, a não ser que sofra do mesmo mal que eu. Enfim.... Estou t..t..triste.

Sapatos do dia | chinelos velhos em que se tropeça

de J às 15:39
| Diz-me
Quarta-feira, 21 de Março de 2007

mas também o dia da primavera

(Primavera? Flor? Flor?? É tudo tão melhor quando não há referências à Floribella de 10 em 10 minutos no pouco tempo que vejo televisão...)

Esta coisa do dia da primavera sempre me fez confusão. Levava sempre enormes ralhetes na primária por nunca decorar este dia nem o dos da pandilha das estações do ano. Só sei que passava o dia a pintar florzinhas de todos os tamanhos e feitios e não fazia mais nada. Isso é que era bom. Dava tudo por pintar florzinhas agora.

Sapatos do dia | sabrinas douradas mate

de J às 16:32
| Diz-me

hoje é o dia mundial da poesia

O poema


Sophia de Mello Breyner Andresen
Livro Sexto (1962)

 

Sapatos do dia | sapatos de núvem

O poema me levará no tempo
Quando eu já não for eu
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê

O poema alguém o dirá
Às searas

Sua passagem se confundirá
Como rumor do mar com o passar do vento

O poema habitará
O espaço mais concreto e mais atento

No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas

(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)

Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas

E entre quatro paredes densas
De funda e devorada solidão
Alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo
de J às 16:01
| Diz-me
Terça-feira, 20 de Março de 2007

O fato

De fato.

Olha, abre, espreita e fecha. Pensa nos cabelitos espalhados com toda a dignidade ao vento e que se vão amontoando num penteado confiante e decidido que vai escada acima.

De fato.

A camisa bem engomada tem vincos vincados apenas e só uma vez, com a goma das coisas novas e bem feitas.

De fato.

O nó da gravata incomoda. É um novo apêndice com o qual podes dominar o mundo.

De fato.

Os sapatos novos e brilhantes levam-te até onde tu quiseres ir. Gastas as solas e a vida, quase como quem dá razão ás linhas da mão e ao destino.

E sempre de fato.

Sapatos do dia | Sapatos clássicos pretos, de homem, com atacadores

de J às 18:21
| Diz-me

como o Piiii andava nas nossas vidas

Ao desempenhar o meu trabalho diário, absorvida na rotina, levantando o mofo que se vai acumulando nos cantos dos papéis, eis que me deparo, por motivos insondáveis ao próprio destino, confrontada com o meu passado. E isto não pretende ser sombrio, perturbante, ou muito menos traumatizante. Só se o ficar perdida de riso for considerada uma experiência do outro mundo... Eis que me confronto com, nada mais, nada menos, com o meu passado escolar. Quer dizer, não foi bem o meu, meeeeu, meu. Foi o da Ana. Mas é parecido com o meu, posso assegurar. Ao longo do curso, tive oportunidade de dissertar e elaborar ensaios, teses, trabalhos encadernados ou meras folhas agrafadas sobre temas que tanto iam do que Aristóteles pensou sobre a Arte a temas como A Problemática da Couve - Ponto de vista do Caracol. O que é fenomenal nos textos da Ana é que finalmente começo a dar crédito à Catarina. O Piiii que tantas horas de meditação mereceu por parte do Grupo dos Anormais supera-nos. Em criatividade, em conceito, em emoção, em sentimento, em tudo. Piiiii. Não sentes as vibrações?

"(...) eu não sou como sicrano, sou como beltrano; eu estou aqui, por oposição a estar ali."

Aqui se encontra uma frase repleta de Piiii. Acho-a tão motivadora para o meu dia a dia que vou repetir a parte que mais gosto: "(...)eu estou aqui, por oposição a estar ali."

Brilhante. Já não me lembrava de como passei 5 anos a convencer pessoas com cérebro de ervilha (não o da Ervilha, passo a expressão) a fazer o que eu queria, desde que lhe desse uma explicação cheia de conceitos. Imaginando: vou convencer a professora de Artes Globais que se fizer o pino na cantina é arte. E pronto. Venha Kant. Venha Platão. Venha quem quiser, o que interessa é que tive uma ideia parva, aparvalhei durante as aulas, fiz um trabalho parvo cheio de conceitos ainda mais parvos e no final tive uma nota brilhantemente parva!

O Piii invadiu as nossas vidas durante 5 anos. Obrigada, Catarina, por teres tido o momento mais conceptual da tua vida, sem sequer dares por ele.

Obrigada pelos trabalhos. Foi do mais divertido de sempre lê-los e lembrar-me de como bem vendiamos conceitos parvos assim só para nos divertirmos.

Sapatos do diasabrinas pretas de verniz com tiras

de J às 14:40
| Diz-me
Segunda-feira, 19 de Março de 2007

a fome

Almoço. Pastéis de Belém. Umas garfadas de arroz de marisco. Entre um camarão e outro...

Gosto da tua companhia para almoçar. Definitivamente!

de J às 14:47
| Diz-me | O que disseste (1)

paciência e sabedoria

Assusta-me a velhice. À medida que o tempo vai passando, que os anos vão voando, que vejo as pessoas que conheço modificarem-se, não posso deixar de pensar que também eu sofro mudanças. Nunca costumo pensar nisso, porque acho sempre que o corpo não é mais do que um invólucro da alma. E as transformações que a alma sofre são tão mais complexas e bonitas do que as do corpo... São qualquer coisa que nos transforma realmente. Mas o corpo é aquela cobertura que os olhos dos outros vêem. E se a beleza está nos olhos de quem a vê, é normal que haja algum cuidado com a capa, a máscara, a aparência. Vou ter problemas de ossos? Vou ter varizes? Como é ter o cabelo todo branco? Como é não poder correr e dançar?

Será que vou ser Pofinha mesmo quando for velhinha? Vou saber envelhecer?

Gostava de envelhecer contigo. Achas que ainda vais ter paciência para mim?

de J às 11:01
| Diz-me
Quinta-feira, 15 de Março de 2007

onde estão as coisas bonitas?

Há alturas em que o mundo se vira ao contrário. E apesar disso, ainda tenho vontade que algo de diferente aconteça. Gostava de ser fotógrafa, para não deixar fugir as coisas bonitas. Mas essas sentem-se, não se apanham nem são de quem as apanhar. Por isso, já não quero ser fotógrafa. As pombinhas da Catrina não andam de mão em mão. Estão sempre à nossa volta, ali e aqui. Nós é que não costumamos olhar para elas. Olhamos sempre para os nossos pés... Que coisa. E eu até gosto muito de sapatos, mas acho um desperdício olhar para eles. Gosto mais de descobrir onde se escondem os gatos pretos nos telhados. E de descobrir se é hoje que tens olhos pretos.

de J às 18:38
| Diz-me
Quarta-feira, 14 de Março de 2007

teste

este é um texto de teste.

voilá.

de J às 16:47
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